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Entreverarvore

Atualizado: 24 de Abr de 2018

Texto de Ana Karla Zahran (2005 - Campo Grande - MS - Brasil)



No constante entrevero entre a cultura da terra,

do pasto e o boi, Lúcia entrevê a árvore.

Seca mas sobrevivente. Esta árvore que a habita,

ora sofre, ora se liberta, e este movimento é sentido por azuis,

vermelhos e dourados.

E a arte torna-se mediadora da possível convivência entre

a economia e a preservação.

Fragmentado o olhar sobre esta questão, Lúcia produz

uma série de acrílicas em Florença. Foi tão longe para olhar

mais de perto nosso cerrado. Em "Palheta para a Amazônia",

a palheta usada para compor as obras, torna-se obra.

São os passos que fazem o caminho...

Seguindo este trajeto, "No caminho de casa", o olhar

delicado percebe o detalhe e o amplifica. Folhas secas,

pedaços de chão, a poça d'água da chuva... O confuso

abandono de coisas perdidas ou ignoradas, torna-se objeto

desta série de fotografias, transportando para a cidade a árvore

entrevista no campo.

Lúcia transita por todas as formas de arte, tem passe livre.

Desdobra-se em múltiplos nos surpreende com uma mostra multimídia,

apresentando o vídeo "Hominum Nomen" (O nome do homem)

Cria também a "dança dos perdidos", porque sabe que só perde

quem quer encontrar, pois a construção do novo implica na perda do já conhecido.

Lúcia foi vista por uma árvore, por uma estrada, por um rio,

e retribui esse olhar.


Ana Karla Zahan


Entreverarvore - Text by Ana Karla Zahran


In the constant interweaving between the culture of the land,

of the pasture and the ox, Lucia sees the tree.

Dry, but a survivor. This tree that inhabits it,

Sometimes suffers, sometimes is released, and this movement is felt by the blue, the red and the golden.

And art becomes a mediator of the possible coexistence between

the economy and preservation.

With the look on this issue fragmented, Lucia produces

a series of acrylics in Florence. She went far so as to see

more closely our cerrado. In ""Palheta para a Amazônia",

the blade used to compose the works, becomes a work.

It's the steps that make the way ...

Following this path, "On the way home," the delicate look

perceives the detail and amplifies it. Dry leaves,

pieces of ground, the pool of rainwater ... The confused

abandonment of lost or ignored things, becomes the object

of this series of photos, transporting to the city

the tree seen in the field.

Lucia travels through all forms of art, she has a free pass.

She unfolds in many ways and surprises us with a multimedia show,

presenting the video "Hominum Nomen" (The name of the man)

She also creates the "dance of the lost" because she knows that those who lose

Are the ones who want to find, for the construction of what is new implies the loss of what is known

Lucia was seen by a tree, a road, a river,

and she returns that look.




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